1) Prioridade do todo sobre as partes;
2) Progresso dos conhecimentos como característica da humanidade.
3)Homem igual em qualquer lugar e qualquer momento histórico.
Disso resulta a classificação das sociedades, a partir da interpretação da Lei dos Três Estados. Segundo Comte, a humanidade passa por três estágios de evolução social:
* O teológico, momento no qual os homens explicam os fenômenos diversos através dos deuses;
* O metafísico, através de ideias gerais, como o pecado original, por exemplo, se estabelecem os valores sociais;
* O positivo ou científico, no qual as explicações devem decorrer do método científico, que seria o momento das sociedade industriais.
O pensamento comtiano causou grande influência na sociologia de Émile Durkheim, que, juntamente com Max Weber e Karl Marx, foram os chamados "clássicos do pensamento sociológico".
quarta-feira, 17 de março de 2010
O Positivismo de Augusto Comte

Nascido em Montpellier, França, Augusto Comte foi o criador da filosofia positivista, por meio da qual buscou realizar um projeto de física social, ou, como ele mesmo chamou, um projeto de sociologia.
Sua "teoria positiva" partia do princípio de que os homens deveriam aceitar a ordem existente, não devendo contestá-la. Ao ser humano caberia "revelar" o mundo, não existindo a possibilidade de "mudá-lo". Sendo Assim, o objetivo da sociologia seria o de definir "o que a sociedade é", e não o de dizer "o que ela deveria ser".
O positivismo está alicerçado na prática da coleta de dados sobre determinada sociedade, cuja análise deve ser feita a partir da constatação e confirmação desses dados.
Esse sistema filosófico é composto:
* pelo pragmatismo, isto é, o valor prático considerado como critério da verdade;
* pelo empirismo, ou seja, pelo conhecimento adquirido através da experiência.
Não basta, portanto, a apresentação de ideias vagas, sem consistência, e, principalmente, sem fundamentação. A sociologia é vista então como uma ciência do entendimento, pois, para se entender o espírito humano, é necessário observar sua atividade e sua obra na sociedade através dos tempos. O modo de pensar e a atividade do espírito são solidários com o contexto social, estando vinculados a uma determinada época de cada pensador.
A sociologia seria uma tentativa de compreender o ser humano em grupo; concentra-se em nossa vida social. Não enfoca a personalidade do indivíduo como a causa do comportamento, mas examina a interação social, os padrões sociais e a socialização em processo (origem e desenvolvimento das sociedades).
Comte pretendia separar definitivamentetoda e qualquer influência proveniente da filosofia, da economia ou da política, enfocando somente o aspecto social para objeto de estudo. O positivismo visava à aplicação da metodologia das ciências naturais na confecção das ciências sociais. Acreditava, também, na constante evolução do homem, e pensava que a sociologia deveria solucionar a questão social decorrente da Revolução Industrial.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Texto para Refletir.
O que acontece quando um ser humano não é criado no convívio social?
Existem vários casos nos quais isso ocorreu, sen-do um deles o que ficou conhecido como o Menino de Aveyron. Em 1799, um garoto com aproximadamente 12 anos foi encontrado perto da floresta de Aveyron, no sul da França. Andava de quatro e não falava uma palavra. Chamado de Victor pelas pessoas que o encontraram, acredita-se que ele tenha sido abandonado pelos pais e cresceu sozinho na floresta.
Levado para Paris, ele ficou sob os cuidados do mé-dico Jean-Marc-Gaspar Itard, que, durante cinco anos, dedicou-se a ensiná-lo a falar, a ler e a se comportar como um ser humano. Contudo, os esforços do Dr. Itard foram praticamente em vão, pois pouco progresso foi conseguido. Victor morreu em 1828.
Em 1969, o diretor François Truffaut lançou o filme O menino selvagem (título original: L’enfant sauvage), no qual retratou o caso do Menino de Aveyron.
O contexto histórico do surgimento da Sociologia.
Na Idade Antiga, já existia na filosofia grega uma preocupação com a sociedade através de obras como A República, de Platão, e Política, de Aristóteles. Na primeira obra, encontra-se o projeto de como a cidade-Estado deve ser organizada para se evitarem as crises políticas e sociais, estipulando-se até o número máximo de habitantes. Já na segunda, Aristóteles acreditava que as crises eram inevitáveis para as cidades, e também afirmava não haver maneira de escapar das mudanças institucionais para preservar estes pequenos Estados.
Nos tempos medievais, obras como A cidade de Deus, de Santo Agostinho, trabalhavam com temas sociais a partir da visão cristã dominante na época. Segundo esse teólogo, os homens só poderiam se redimir diante de Deus a partir da construção de comunidades que reproduzissem o seu reino, tendo como fundamento o princípio de que cada grupo social deve ter uma função para que haja o bem-estar de todos.
Com o surgimento do Iluminismo, no século XVIII, a sociedade passa a ser cada vez mais abordada como uma problemática maior para os adeptos da "filosofia das luzes". Dentre os vários pensadores sociais dessa escola, destacamos Rousseau. Seu pensamento sociológico reside em duas premissas: a da bondade inerente aos homens e a da legitimidade do poder político. Para esse pensador, os homens nascem bons, mas a sociedade os corrompe; daí a necessidade de um método educativo que respeitasse a espontaneidade. Quanto à questão do poder, Rousseau defendia que a soberania pertence exclusivamente ao povo, que não pode cedê-la ou renunciar a ela.
Em meio ao Iluminismo, a Europa viu acontecer muitas e importantes mudanças no cenário político, econômico e social, como as revoluções Francesa e Industrial. Esses acontecimentos proporcionaram a criação de um cenário de instabilidade e contradição, com:
* a ascensão política da burguesia;
* o investimento em tecnologia;
* a consolidação do processo de industrialização;
* aumento da produção;
* o aparecimento do proletariado e de sua consciência de classe;
* o surgimento de um grande número de desempregados;
* o êxodo rural e o consequente processo de urbanização;
* a miséria e as injustiças sociais.
* o aparecimento do proletariado e de sua consciência de classe;
* o surgimento de um grande número de desempregados;
* o êxodo rural e o consequente processo de urbanização;
* a miséria e as injustiças sociais.
É neste contexto que surge a necessidade de se interpretar e compreender os problemas da sociedade urbano-industrial, além de se explicar essa nova ordem social, política e econômica. É assim que, no século XIX, surge a sociologia, dotada de arcabouço teórico, com um método específico e um objeto de estudo definido.
A sociologia é uma ciência que estuda os fenômenos sociais, procurando refletir sobre eles e tentando explicá--los por meio de certos conceitos, técnicas e métodos. Seu campo de estudo é toda a organização da sociedade e tudo o que acontece com os seus integrantes.
domingo, 24 de janeiro de 2010
As Ciências Sociais
Com o avanço do conhecimento da sociedade, tornou-se necessária a divisão das Ciências Sociais em diversas áreas de conhecimento, de modo a facilitar a sistematização dos estudos e das pesquisas. Essa divisão abrange atualmente as seguintes disciplinas:
Sociologia – Estuda as relações sociais e as formas de associação, considerando as interações que ocorrem na vida em sociedade. A Sociedade envolve, portanto, o estudo dos grupos e dos fatos sociais, da divisão da sociedade em classes e camadas, da mobilidade social, dos processos de cooperação, competição e conflito na sociedade etc.
Economia – Tem por objeto as atividades humanas ligadas à produção, circulação, distribuição e consumo de bens e serviços. Portanto, são fenômenos estudados pela Economia a distribuição da renda num país, a política salarial, a produtividade de uma empresa etc.
Antropologia – Estuda e pesquisa as semelhanças e as diferenças culturais entre os vários agrupamentos humanos, assim como a origem e a evolução das culturas. Além de estudar a cultura dos povos pré-letrados, a Antropologia ocupa-se também da diversidade cultural existente nas sociedades industriais. São objetos de estudo da Antropologia os tipos de organização familiar, as religiões, a magia, os ritos de iniciação dos jovens, o casamento etc.
Ciência Política – Ocupa-se da distribuição de poder na sociedade, assim como da formação e do desenvolvimento das diversas formas de governo. É a Ciência Política que estuda, por exemplo, os partidos políticos, os mecanismos eleitorais etc.
Não existe uma divisão nítida entre essas disciplinas. Embora cada uma das Ciências Sociais esteja voltada preferencialmente para um aspecto da realidade social, elas são complementares entre si e atuam frequentemente juntas para explicar os complexos fenômenos da vida em sociedade.
Sociologia – Estuda as relações sociais e as formas de associação, considerando as interações que ocorrem na vida em sociedade. A Sociedade envolve, portanto, o estudo dos grupos e dos fatos sociais, da divisão da sociedade em classes e camadas, da mobilidade social, dos processos de cooperação, competição e conflito na sociedade etc.
Economia – Tem por objeto as atividades humanas ligadas à produção, circulação, distribuição e consumo de bens e serviços. Portanto, são fenômenos estudados pela Economia a distribuição da renda num país, a política salarial, a produtividade de uma empresa etc.
Antropologia – Estuda e pesquisa as semelhanças e as diferenças culturais entre os vários agrupamentos humanos, assim como a origem e a evolução das culturas. Além de estudar a cultura dos povos pré-letrados, a Antropologia ocupa-se também da diversidade cultural existente nas sociedades industriais. São objetos de estudo da Antropologia os tipos de organização familiar, as religiões, a magia, os ritos de iniciação dos jovens, o casamento etc.
Ciência Política – Ocupa-se da distribuição de poder na sociedade, assim como da formação e do desenvolvimento das diversas formas de governo. É a Ciência Política que estuda, por exemplo, os partidos políticos, os mecanismos eleitorais etc.
Não existe uma divisão nítida entre essas disciplinas. Embora cada uma das Ciências Sociais esteja voltada preferencialmente para um aspecto da realidade social, elas são complementares entre si e atuam frequentemente juntas para explicar os complexos fenômenos da vida em sociedade.
Direito: Esta ciência não somente estuda o fato jurídico — representado pelas leis e por quem as define e estabelece punição para os que as transgridem — mas também possui um caráter normativo, ou seja, estabelece valores e regras de conduta.
As ciências sociais tendem a se relacionar de maneira interdisciplinar, pois a realidade social se manifesta de forma complexa. Exemplos dessa complexa interdisciplinaridade são a história econômica (que estuda o processo histórico de uma sociedade qualquer a partir de uma perspectiva econômica ou como as pessoas produzem e distribuem os bens econômicos) e a sociologia política (que se ocupa em esclarecer as formações de Estados e de regimes e partidos políticos de qualquer sociedade).
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