segunda-feira, 12 de abril de 2010

A sociologia de Émile Durkheim

A sociologia de Durkheim tem como objeto de estudo os fatos sociais, por meio dos quais é possível apreender o que é uma sociedade. Essa preocupação tem origem no positivismo, pensamento social atuante na França do século XIX, que procurou estudar a sociedade da mesma forma como ocorre nas ciências naturais.
Segundo Durkheim, o fato social é tudo aquilo que pode ser considerado como coisa, ou seja, tudo o que existe nas sociedades humanas e que pode ser tratado da maneira como a Física estuda os corpos e seus movimentos. Nas palavras do próprio autor, o fato social "é toda aquela maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior".
A partir dessa concepção, podemos afirmar que fato social é todo aquele acontecimento que possui três características fundamentais:
• Generalidade – Todo fato social deve ocorrer em qualquer sociedade humana, como, por exemplo, a divisão do trabalho, o matrimônio e as leis;
• Coercitividade – É a qualidade de imposição que todo fato social deve exercer sobre os indivíduos. A capacidade de coerção de um fato social deve-se ao fato de este fenômeno existir antes de nós chegarmos ao mundo. Por exemplo, as regras e normas diversas existem e, se não as acatamos, somos passíveis das respectivas punições;
• Exterioridade – Essa característica tem origem em outro conceito também importante na sociologia de Durkheim, que é o de consciência coletiva. Derivada da coercitividade, a exterioridade significa que o fato social é externo ao indivíduo, ou seja, está além da sua consciência particular ou individual.
Outra preocupação de Durkheim foi com a questão da neutralidade e objetividade da sociologia. Segundo esse pensador social, é recomendável ao pesquisador social manter uma atitude de distanciamento do objeto de estudo, como ocorre nas ciências naturais. Isto é possível através de uma rígida separação entre o objeto a ser estudado e o sujeito que o estuda, além do que, cabe ao sujeito tratar o respectivo objeto como coisa.
O sociólogo francês também buscou elaborar uma classificação das sociedades, cujo critério era baseado na solidariedade humana, dividida em dois tipos: a solidariedade mecânica e a solidariedade orgânica. A primeira é fundamentada nos laços de parentesco, religião e tradições em geral. É típica das sociedades pré-capitalistas. A segunda já é mais comum entre as sociedades modernas ou capitalistas, e está calcada na divisão do trabalho, pois Durkheim afirmava que esta divisão é básica em qualquer sociedade, porém, nas sociedades capitalistas, ela praticamente é a mais importante para a manutenção da coesão social.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Conhecendo um Pouco Émile Durkheim.



Podemos afirmar que a sociologia de Comte mais se assemelhou a uma proposta de conduta social do que propriemente a uma ciência social. É por isso que muitos sociólogos afirmam que a sociologia enquanto ciência nasceu com outro francês: Émile Durkheim.
Durkheim nasceu em 15 de abril de 1858, na cidade de Épinal, na região francesa da Alsácia-Lorena. Formou-se na Escola Normal Superior de Paris em 1882. Lecionou filosofia nos liceus de Sens, Saint-Quentin e Troyes entre 1882 e 1885. Em 1887, aos 29 anos de idade, tornou-se responsável pela cátedra de sociologia na Universidade de Bordéus, onde começou a escrever algumas de suas obras. Em 1902, de volta a Paris, foi nomeado assistente na cadeira de Ciência da Educação, e, em 1910, tranformou-se em cadeira de Sociologia.
Entre as principais obras desse importante sociólogo estão:
* As regras do método sociológico;
* Da divisão do trabalho;
* O suicídio e,
* As formas elementares da vida Religiosa.
Após toda uma vida de exclusiva dedicação ao ensino e a pesquisa da ciência da sociedade, tendo passado este empenho para seus familiares, como seu sobrinho Marcel Mauss, importante antropólogo, Durkheim faleceu em 15 de novembro de 1917.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A sociologia de Comte se Fundamenta em três princípios.

1) Prioridade do todo sobre as partes;
2) Progresso dos conhecimentos como característica da humanidade.
3)Homem igual em qualquer lugar e qualquer momento histórico.

Disso resulta a classificação das sociedades, a partir da interpretação da Lei dos Três Estados. Segundo Comte, a humanidade passa por três estágios de evolução social:
* O teológico, momento no qual os homens explicam os fenômenos diversos através dos deuses;
* O metafísico, através de ideias gerais, como o pecado original, por exemplo, se estabelecem os valores sociais;
* O positivo ou científico, no qual as explicações devem decorrer do método científico, que seria o momento das sociedade industriais.

O pensamento comtiano causou grande influência na sociologia de Émile Durkheim, que, juntamente com Max Weber e Karl Marx, foram os chamados "clássicos do pensamento sociológico".

O Positivismo de Augusto Comte






Nascido em Montpellier, França, Augusto Comte foi o criador da filosofia positivista, por meio da qual buscou realizar um projeto de física social, ou, como ele mesmo chamou, um projeto de sociologia.

Sua "teoria positiva" partia do princípio de que os homens deveriam aceitar a ordem existente, não devendo contestá-la. Ao ser humano caberia "revelar" o mundo, não existindo a possibilidade de "mudá-lo". Sendo Assim, o objetivo da sociologia seria o de definir "o que a sociedade é", e não o de dizer "o que ela deveria ser".

O positivismo está alicerçado na prática da coleta de dados sobre determinada sociedade, cuja análise deve ser feita a partir da constatação e confirmação desses dados.


Esse sistema filosófico é composto:

* pelo pragmatismo, isto é, o valor prático considerado como critério da verdade;

* pelo empirismo, ou seja, pelo conhecimento adquirido através da experiência.


Não basta, portanto, a apresentação de ideias vagas, sem consistência, e, principalmente, sem fundamentação. A sociologia é vista então como uma ciência do entendimento, pois, para se entender o espírito humano, é necessário observar sua atividade e sua obra na sociedade através dos tempos. O modo de pensar e a atividade do espírito são solidários com o contexto social, estando vinculados a uma determinada época de cada pensador.

A sociologia seria uma tentativa de compreender o ser humano em grupo; concentra-se em nossa vida social. Não enfoca a personalidade do indivíduo como a causa do comportamento, mas examina a interação social, os padrões sociais e a socialização em processo (origem e desenvolvimento das sociedades).

Comte pretendia separar definitivamentetoda e qualquer influência proveniente da filosofia, da economia ou da política, enfocando somente o aspecto social para objeto de estudo. O positivismo visava à aplicação da metodologia das ciências naturais na confecção das ciências sociais. Acreditava, também, na constante evolução do homem, e pensava que a sociologia deveria solucionar a questão social decorrente da Revolução Industrial.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O CDG mudou pra ficar ainda melhor!





O Colégio Diocesano de Garanhuns na maturidade dos seus 95 anos une-se ao Sistema COC de Ensino. Agora nossas aulas de SOCIOLOGIA ficarão ainda melhores. Bem-vindos alunos do ano letivo de 2010. Será um prazer inenarrável compartilhar "conhecimento" com vocês!

Texto para Refletir.

O que acontece quando um ser humano não é criado no convívio social?
Existem vários casos nos quais isso ocorreu, sen-do um deles o que ficou conhecido como o Menino de Aveyron. Em 1799, um garoto com aproximadamente 12 anos foi encontrado perto da floresta de Aveyron, no sul da França. Andava de quatro e não falava uma palavra. Chamado de Victor pelas pessoas que o encontraram, acredita-se que ele tenha sido abandonado pelos pais e cresceu sozinho na floresta.
Levado para Paris, ele ficou sob os cuidados do mé-dico Jean-Marc-Gaspar Itard, que, durante cinco anos, dedicou-se a ensiná-lo a falar, a ler e a se comportar como um ser humano. Contudo, os esforços do Dr. Itard foram praticamente em vão, pois pouco progresso foi conseguido. Victor morreu em 1828.
Em 1969, o diretor François Truffaut lançou o filme O menino selvagem (título original: L’enfant sauvage), no qual retratou o caso do Menino de Aveyron.

O contexto histórico do surgimento da Sociologia.

Na Idade Antiga, já existia na filosofia grega uma preocupação com a sociedade através de obras como A República, de Platão, e Política, de Aristóteles. Na primeira obra, encontra-se o projeto de como a cidade-Estado deve ser organizada para se evitarem as crises políticas e sociais, estipulando-se até o número máximo de habitantes. Já na segunda, Aristóteles acreditava que as crises eram inevitáveis para as cidades, e também afirmava não haver maneira de escapar das mudanças institucionais para preservar estes pequenos Estados.
Nos tempos medievais, obras como A cidade de Deus, de Santo Agostinho, trabalhavam com temas sociais a partir da visão cristã dominante na época. Segundo esse teólogo, os homens só poderiam se redimir diante de Deus a partir da construção de comunidades que reproduzissem o seu reino, tendo como fundamento o princípio de que cada grupo social deve ter uma função para que haja o bem-estar de todos.
Com o surgimento do Iluminismo, no século XVIII, a sociedade passa a ser cada vez mais abordada como uma problemática maior para os adeptos da "filosofia das luzes". Dentre os vários pensadores sociais dessa escola, destacamos Rousseau. Seu pensamento sociológico reside em duas premissas: a da bondade inerente aos homens e a da legitimidade do poder político. Para esse pensador, os homens nascem bons, mas a sociedade os corrompe; daí a necessidade de um método educativo que respeitasse a espontaneidade. Quanto à questão do poder, Rousseau defendia que a soberania pertence exclusivamente ao povo, que não pode cedê-la ou renunciar a ela.
Em meio ao Iluminismo, a Europa viu acontecer muitas e importantes mudanças no cenário político, econômico e social, como as revoluções Francesa e Industrial. Esses acontecimentos proporcionaram a criação de um cenário de instabilidade e contradição, com:

* a ascensão política da burguesia;
* o investimento em tecnologia;
* a consolidação do processo de industrialização;
* aumento da produção;
* o aparecimento do proletariado e de sua consciência de classe;
* o surgimento de um grande número de desempregados;
* o êxodo rural e o consequente processo de urbanização;
* a miséria e as injustiças sociais.

É neste contexto que surge a necessidade de se interpretar e compreender os problemas da sociedade urbano-industrial, além de se explicar essa nova ordem social, política e econômica. É assim que, no século XIX, surge a sociologia, dotada de arcabouço teórico, com um método específico e um objeto de estudo definido.
A sociologia é uma ciência que estuda os fenômenos sociais, procurando refletir sobre eles e tentando explicá--los por meio de certos conceitos, técnicas e métodos. Seu campo de estudo é toda a organização da sociedade e tudo o que acontece com os seus integrantes.